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As Páscoas

As Páscoas

As Páscoas 

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A de Israel

Páscoa (em hebraico Pessach) significa “Passagem”, que por sua vez, tem um significado ainda mais profundo. No tempo de Moisés o povo de Israel, que descendia de Jacó, Isaque e Abraão era escravo na terra do Egito. O Senhor já havia dito como seria todo o processo quando fez uma aliança com o patriarca Abraão:

Gênesis 15:13 “Então o Senhor lhe disse: “Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatrocentos anos. (14), mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitos bens.”

O castigo e a história das dez pragas que vieram sobre o Egito são bem conhecidos. O Senhor puniu severamente o povo que escravizava a nação de Israel. Até que Ele finalmente libertou seu povo do trabalho forçado de quatrocentos anos.

O último castigo e a pior de todas as pragas foi a morte de todo o primogênito na terra do Egito, do mais pobre ao mais rico, do filho do camponês ao filho do faraó, ninguém saíra ileso. A instrução que Deus deu a Moisés foi de que toda família israelita deveria sacrificar um cordeiro naquela noite e usar o sangue para marcar os batentes das portas a fim de evitar tal condenação.

O anjo da morte, então, faria uma passagem pelo Egito e tiraria a vida de todo primogênito, a não ser que estes tivessem sobre suas casas a marca do sangue do cordeiro, como Deus havia ordenado. Somente depois disso, o Faraó decidiu libertar o povo santo. Deus então ordenou a Moisés que instruísse a todo Israel de que de gerações em gerações essa ocasião fosse comemorada: A passagem de Deus pelo Egito. Bem como a passagem da escravidão para a liberdade ou, de maneira simbólica, da morte para a vida.

A de Jesus

Depois de milhares de anos da libertação do povo, a Páscoa seguiu sendo comemorada. Jesus era judeu, descendente de Abraão e seguia também todas as tradições do povo de Israel. Tanto que, como homem, comemorou a Páscoa com seus discípulos na ocasião que hoje lembramos como a Santa Ceia.

Semelhantemente ao que aconteceu centenas de anos antes no Egito, Jesus se entregou como um cordeiro para que seu sangue marcasse todo aquele que seria liberto da morte e da escravidão do pecado. A situação é idêntica, exceto pelo fato de que Jesus era o próprio Deus em forma de homem. E que o valor de seu sangue, livre de qualquer impureza, era e foi suficiente para libertar da morte todo aquele que cresse em seu nome e propósito até os dias de hoje e até o final dos tempos.

A da Igreja

A Páscoa dos dias de hoje deve continuar sendo uma comemoração sobre a passagem. Da nossa escravidão do pecado para a liberdade. Da morte eterna, que entrou no mundo através de Adão e Eva, para a vida eterna em Cristo Jesus, que se inicia no momento em que o Espírito Santo é colocado nos corações dos homens e permite a entrada em uma terra prometida, onde há abundância e fartura; alegria, liberdade e justiça.

Através do pão e do vinho, representando a carne e o sangue do cordeiro expiatório de Deus, que tira dos homens todo o pecado, a igreja de Jesus se recorda de que hoje há uma possibilidade de uma nova vida, livre de servidão e abundante em amor, até a volta de Jesus, que padeceu e ressuscitou no terceiro dia, a saber, num domingo onde se celebrava a maior das festas cristãs: a Páscoa.

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