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No banco dos réus, por amor

No banco dos réus, por amor

No banco dos réus, por amor
Um devocional sobre a sexta-feira santa

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Cerca de dois mil anos atrás, em uma cidade do oriente, um homem era colocado no banco dos réus. Longe de ser culpado de algo, afinal, não se encontrava nele qualquer mal, como citou o próprio governador que o questionara. A acusação que estava sobre os seus ombros era a de que este devia morrer por se intitular o filho de Deus, mesmo o sendo desde que toda a história da humanidade se iniciou.

De fato, é um mistério. Como um homem de aparência comum, pobre, que se assentava com pecadores, poderia se dizer filho do Deus todo-poderoso, rei de toda a Terra e inquestionavelmente santo? Como o eterno e divino se condensara a algo tão temporal e mortal?

A resposta é o amor.

Apesar do afeto ser algo intrínseco ao ser humano - ora, todos podem criar laços de amor reais - Jesus Cristo, o homem acusado, definia ali, em seu julgamento, o verdadeiro sentido da palavra. O amor de Jesus Cristo foi e vai além de toda a compreensão humana: é o abraço como retribuição ao insulto. O afago em resposta à indiferença. O carinho em oposição ao ódio.

Quando o mesmo homem disse, dias antes, para que seu povo amasse os seus inimigos, este não o fez da boca para fora. Afinal, sua condenação foi exatamente um retrato desse ensinamento. Jesus Cristo, Deus, como homem, perfeito e reto em todos os seus caminhos amou seus inimigos, os pecadores, com amor perfeito o suficiente para sofrer a condenação que lhes cabia em seu lugar.

Nesta sexta-feira se comemora a lembrança deste tamanho amor. A sexta-feira santa remonta a história da paixão de Cristo ao morrer em uma cruz, insultado e acusado por um crime cometido pela humanidade.

Alegre-se! O amor de Deus, a vida eterna e a alegria foram disponibilizadas gratuitamente em uma sexta-feira como a de hoje. A forma de acessar tamanhas bençãos, não através de ouro, prata ou qualquer esforço físico ou intelectual. Basta crer que cerca de dois mil anos atrás, em uma cidade do oriente, um homem se colocava no banco dos réus por amor a você